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Folha de São Paulo - Viver São Paulo Matéria do dia 04/06/06 |
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Está mais fácil comprar imóveis Ampliação do crédito é o principal fator |
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Expansão do crédito, com maior oferta de recursos por parte do sistema financeiro e juros mais baixos, impulsiona a procura por imóveis residenciais e a construção de empreendimentos imobiliários em todas as regiões da cidade. |
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Quem dispõe de uma reserva financeira e está aguardando o momento mais apropriado para comprar um imóvel já pode começar a visitar os bairros preferidos e conhecer os diversos lançamentos imobiliários localizados em diferentes regiões da cidade, que atendem a todos os perfis e bolsos de compradores. As taxas de juros vêm caindo seguidamente - o que significa maior estabilidade aos que pretendem obter empréstimos -, as instituições financeiras dispõem de R$ 7 bilhões para financiar imóveis ao longo do ano e a Caixa Econômica Federal (CEF) deve colocar outros R$ 11 bilhões à disposição dos futuros proprietários. Opções também não faltam, a julgar pelo ritmo do mercado imobiliário no primeiro trimestre do ano, quando 53 empreendimentos foram lançados, de acordo com levantamento da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio). Além disso, nos últimos anos vem ocorrendo um avanço na legislação que rege o sistema habitacional e o resultado são regras mais transparentes. Com esse cenário favorável, o ideal é pesquisar as linhas de crédito oferecidas pelos bancos e verificar qual delas é mais adequada em termos de prazo, juros e comprometimento de renda.
Analistas financeiros recomendam não comprometer mais do que 25% da renda mensal familiar, bob pena de não poder arcar, mais tarde, com outras despesas ou eventualidades. Partindo do pressuposto de que quanto maior for a entrada, menores serão os juros cobrados no financiamento, assim como o saldo devedor, o ideal é usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o maior volume de recursos do que dispuser. neste caso, vale até levar em conta a possibilidade de se desfazer de um veículo ou de um outro bem. Escolher sempre o menor prazo para quitar a dívida é outra saída, pois os juros também diminuem.
Instituições financeiras dispõem de R$ 7 bilhões para financiar imóveis em todo o Brasil durante o ano de 2006, além dos R$ 11 bilhões previstos pela Caixa Econômica Federal.
Pesquisa Se o financiamento para aquisição do imóvel não for contratado diretamente com a construtora ou com a Caixa Econômica Federal (CEF), o ideal é pesquisar as condições e as taxas de juros oferecidas pelas instituições bancárias antes de decidir pelo melhor plano. isso porque uma economia de 1% nas taxas de juros ao ano, por exemplo, fará com que o comprador tenha uma redução de mais de 20% no valor total do financiamento ao longo de 15 anos. Fazer a consulta em vários bancos é ainda mais vantajosa nesse momento. è que a eliminação da incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre 13 itens da construção civil e a redução da alíquota para outros 28 itens, ocorrida em fevereiro, pode refletir em uma queda também das taxas cobradas pelas instituições financeiras para o financiamento de imóveis.
Crédito já cresceu 72% no ano Depois de um crescimento de 59,7% em 2005, as operações de crédito imobiliário foram ampliadas em 72% nos primeiros quatro meses de 2006, na comparação com mesmo período do ano anterior. Os valores consideram volumes contratados por agentes que integram o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE). De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume contratado até abril totalizou o valor de R$ 2,4 bilhões e envolveu 29 mil unidades. Na avaliação da entidade, o bom desempenho é reflexo da estabilidade na economia brasileira e da maneira como o crédito imobiliário está sendo encarado atualmente. Para estimular o crescimento do País, o governo federal estimulou as instituições financeiras a ampliarem os recursos destinados a financiamento da casa própria. Além disso, reduziu ou eliminou impostos que incidem sobre materiais de construção e itens de acabamento. Esse movimento foi ampliado pela redução das taxas de juros, que tornou os empréstimos mais acessíveis para um maior contingente da população. |