Jornal da Tarde - Classificado JT Imóveis

Matéria do dia 05/04/06

 

 

 

Banco e construtora atuam em conjunto.

 

 

Marcelo Ribeiro e Herica acertaram

financiamento com a Caixa somente

depois que a casa ficou pronta.

O designer Marcelo Ribeiro, de 33 anos, e a sua mulher Herica Pereira da Silva, de 27, foram visitar o estande de lançamento do Condomínio Felicity House, em Pirituba, Zona Oeste. Era mera curiosidade. não imaginavam que, um ano depois já teriam em mãos as chaves de uma das 316 casas do condomínio avaliada em R$ 80 mil. "Fomos com a certeza de que não ia dar. A surpresa foi que lá percebemos que tínhamos condições, diz Ribeiro. As economias que os dois fizeram durante os primeiros anos de casados morando na casa dos sogros somaram-se aos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de Ribeiro e serviram de entrada. Restaram R$ 55 mil, que foram financiados pela Caixa Econômica Federal.

 

 "Se fosse em outro banco, nosso crédito provavelmente não seria aceito", afirma Ribeiro. A obra parte da linha Alocação de Recursos da Caixa, uma parceria entre construtoras e o banco que as incorporadoras usam recursos próprios para a construção e o banco garante o financiamento das unidades para os compradores. As condições para os mutuários são as mesmas exigidas na liberação da carta de crédito, com a diferença de que, depois de aprovada a transação, o repasse do recurso é mais rápido para a construtora. Como o contrato de financiamento com a Caixa é assinado apenas depois que as unidades ficam prontas para participar dessa parceria, a obra deve estar mais de 50% construída, com previsão de término de um ano. Enquanto as casas ou apartamentos estão em obras, os mutuários pagas as primeiras prestações para a construtora, numa espécie de financiamento misto. Na entrega das chaves, passam a ser mutuários sa Caixa e a prestação diminui. No caso de Ribeiro e Herica a prestação caiu de R$ 780 para R$ 750. Há duas semanas os dois assinaram o contrato de 15 anos - o prazo máximo é de 20 anos - e foram os primeiros moradores do condomínio a receber as chaves. O fechamento do negócio ocorreu durante evento solene, em que o banco anunciou números do primeiro bimestre de 2006. No período, o banco liberou R$ 140 milhões para essa modalidade de financiamento,sendo R$ 100 milhões provenientes de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e os outros R$ 40 milhões de recursos do FGTS.

Em números gerais, a Caixa emprestou no primeiro bimestre cerca de R$ 1,5 bilhões em 75 mil operações, sendo que, até o dia 15, o banco superou a marca dos R$ 2 bilhões. Isso representa 145% mais de recursos liberados em relação ao mesmo período do ano passado.