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O Estado de São Paulo Matéria de março/06 |
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Mercado Aquecido. Setor Imobiliário é uma das maiores promessas do ano para os investidores. |
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EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS Bons lucros para quem comprar na planta.
CONDOMÍNIO DE LUXO Demanda de Investidores estrangeiros. |
Há muitos anos, não se via no Brasil um período tão auspicioso para o mercado imobiliário. Antes tidos como péssimas alternativas de aplicação financeira, hoje casas, apartamentos novos e conjuntos comerciais estão - ao lado da bolsa de valores - entre as maiores promessas de lucro financeiro. Duas razões estão na origem da mudança de cenário. A primeira é a progressiva queda de juros e o aumento da oferta de crédito, grandes motores para o crescimento do setor. A segunda - e talvez mais determinante - é a enorme quantidade de dinheiro em circulação no mundo e o recente interesse dos estrangeiros, ávidos por multiplicar esse capital. "Imóvel no Brasil ainda é muito barato em comparação com os Estados Unidos e com a Europa", diz a consultora imobiliária Gabriela Haddad, de São Paulo. "Os estrangeiros apostam num futuro alinhamento de preços e por isso estão especialmente interessados em investir aqui." Segundo Fábio Barbosa, presidente do banco ABN Amro Real, os empréstimos voltados para o setor devem crescer acima de 30% neste ano. "O mercado imobiliário é nossa grande esperança para 2006", diz ele.
Este bom momento gera excelentes oportunidades de lucro. Como aproveitá-as? O investidor que quiser bons resultados deve sair do lugar-comum. O velho caminho de comprar a casinha e alugá-la continua uma péssima idéia. Para ganhar dinheiro de verdade, os especialistas recomendam duas estratégias. A primeira é comprar imóveis em construção (a famosa "compra na planta") e aproveitar a sua valorização após a entrega da obra. O mínimo para começar são R$ 100.000. A segunda maneira, destinada a investidores com mais cacife, é adquirir bons espaços comerciais e fechar contratos de aluguel de longo prazo com empresas. Nesse caso, é preciso ter, no mínimo, R$ 400.000. |
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"Escolher entre uma opção e outra vai depender de quanto o investidor tem disponível para aplicar e do prazo em que ele pode dispor do dinheiro", diz Gabriela. Comprar um imóvel "na planta" significa ajudar a financiar sua construção. O investidor adianta para tocar o projeto. A vantagem é o preço. Os imóveis "na planta" custam cerca de 30% menos que os já finalizados, e o ganho do investidor ocorre na revenda. "Em alguns casos muito bem-sucedidos, o lucro pode chegar até a 100%, diz Paulo Colaferro, diretor da consultoria financeira Taler, de São Paulo. A liberdade de escolha vai aumentar em breve, porque as construtoras planejam elevar em 30% o número de seus lançamentos neste ano. É preciso, porém, ficar atento a três pontos. Esse tipo e investimento só é recomendado para pessoas pacientes. O lucro virá somente após o término da obra, o que leva em média dois anos. Além disso, vender uma casa ou apartamento é uma operação que costuma tomar algum tempo. O investidor que precisar se desfazer do imóvel rapidamente corre enorme risco de perder dinheiro. Finalmente, sempre há possibilidade de a construtora não entregar o combinado - falindo, atrasando a obra ou elevando os custos. "É preciso avaliar bem o mercado e escolher bons produtos antes de investir", diz Colaferro.
Outra maneira lucrativa de aplicar em imóveis é fechar contratos de aluguel de longo prazo com empresas. Nos últimos tempos, o modelo mais comum é o do investidor que possui um terreno e o aluga para uma empresa montar ali sua fábrica ou depósito. A vantagem para o dono do terreno é poder fechar um contrato longo - de 10 ou 20 anos - garantindo retorno de 1% ao mês mais inflação nesse período. "Esse mercado vem crescendo à medida que companhias desistem de ser donas dos imóveis que ocupam", diz consultor financeiro René Werner, especializado na gestão de grandes fortunas familiares. "É bom para o investidor , porque ele tem bem menos preocupações do que teria num aluguel convencional". |